terça-feira, 2 de março de 2010

Vamos lá, (Re)Iniciantes!

Prezados leitores:Com esse post iniciaremos uma série denominada Escola de Bicicleta. Esse título não é apenas alusão ao site que servirá de base aos nossos textos, mas visa deixar claro o que essa série intenta: servir de tutorial para aqueles que estão iniciando uma relação mais íntima com suas bicicletas (por favor não levem isso da maneira errada) ou àqueles que estão (re)ativando uma antiga relação com suas antigas companheiras de duas rodas.
Pretendemos com essa série incentivar o uso da bike com subsídios teóricos para que sejam testados na prática em nossos passeios de quartas à noite (para ciclistas já com certa intimidade com a bicicleta) e nos penúltimos domingos dos meses (para todos, inclusive os iniciantes).

Você gosta de bicicleta e quer aprender a pedalar (ou aperfeiçoar a sua pedalada) para ter prazer, satisfação, sentir-se voando pelas ruas da sua cidade? Pois bem, isso parece algo simples, óbvio e inerente à bicicleta. Porém, até mesmo com esse meio de transporte maravilhoso, nem tudo são flores e é muito comum que uma eventual experiência desagradável nas primeiras pedaladas (ou na primeira pedalada depois de vários anos sem pedalar) gere uma grande frustração e até o abandono da bike em algum canto da casa.
Não por acaso existem muito mais apreciadores de bicicletas do que o número de ciclistas nas ruas. Estima-se que apenas na cidade de São Paulo existam 6 milhões de bicicletas e que a imensa maioria esteja nessa condição: encostada.
As razões para esse abandono são conhecidas e simples de entender.
Qualquer experiência ruim vivida por uma pessoa, realizando qualquer tarefa, constitui um obstáculo para o desenvolvimento dessa tarefa. Às vezes pode significar até o abandono dessa tarefa por desgosto ou frustração. Com a bicicleta não é diferente e alguns erros comuns cometidos por ciclistas inexperientes podem ser o caminho mais rápido para odiar as bicicletas.
Por isso, independentemente do que você se propõe iniciar a fazer, procure fazê-lo da maneira mais correta possível. Para isso, informe-se em diversas fontes.

A melhor forma de experimentar a bicicleta

• Converse com várias pessoas que pedalam;
• Saiba entender a sua posição: um principiante é um principiante, um ciclista experiente é um ciclista experiente;
• Peça emprestada uma bicicleta de boa qualidade, que esteja bem regulada e ajustada para o seu tamanho;
• Mantenha os pneus bem calibrados – a calibragem correta depende de cada tipo de pneu. Todos eles vêm com a calibragem ideal estampada em suas laterais ;
• Use um tênis que não escorregue no pedal, nunca pedale de chinelos;
• Pedale poucos quilômetros no começo, não mais que uns 5 km, não mais que uns 20 minutos, isso evitará dores musculares depois;
• Evite subidas e principalmente descidas;
• Olhe para frente - evite ficar olhando para trás;
• Tome cuidado nas esquinas e cruzamentos: aí acontecem 95% dos acidentes;
• Nunca pedale na contra-mão: é a situação mais perigosa, além de ser infração de trânsito;
• Se você é um motorista, além de ciclista, tente colocar-se na situação do motorista quando estiver pedalando: procure sair dos “pontos cegos” dos motoristas, faça-se visível, sinalize com antecedência, respeite;
• Pedalar no trânsito assusta o iniciante, mas os motoristas vêm você e certamente não querem matá-lo;
• Siga uma trajetória linear e evite movimentos bruscos, seja previsível;
• Nunca pedale na calçada: além de ser infração de trânsito você pode se acidentar com pedestres, animais, etc.;
• Freie suavemente e com antecedência;
• Não faça o mesmo trajeto que você faria de carro; descubra o interior de seu bairro ou outro local que seja calmo;
• Não pedale em avenidas ou ruas muito movimentadas;
• Evite parques cheios: eles podem ser mais perigosos que pedalar na rua;
• Beba água;
• Não tente acompanhar o ritmo de quem tem prática.


*Adaptado do site Escola de Bicicleta em www.escoladebicicleta.com.br

Perda no Cicloturismo

Como cicloturista que sou, fiquei muito chateado essa manhã ao saber da morte de um dos maiores cicloturistas brasileiros da atualidade, o Valdo. Não o conhecia pessoalmente, mas sei que essa foi uma grande perda, não apenas para o cicloturismo - que ainda engatinha no Brasil - mas para a humanidade.
Valdo faleceu no México de infarto do coração enquanto dormia em sua barraca.
Será lembrado por todos nós e imortalizado por seus atos, seu pioneirismo e coragem.
Que as estradas onde ele tenha ido sejam sempre lisas, sem obstáculo e ofereçam paisagens maravilhosas! bons pedais por aí, Valdo!
Para quem quiser deixar um recado, comprar um de seus livros ou simplesmente espiar sobre os feitos cicloturísticos do Valdo o site dele é: http://valdonabike.com/index.html

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Boas Vindas

Juliana Hirata e Mauro Breviglieri são agora, além dos outros dois idealizadores do Ciclo (Re)Ativo, os novos co-autores do blog.
Bem vindos meus queridos e vamos seguir com o nosso projeto que tanto nos dá prazer.
Ah sim e claro, fiquem a vontade! Bons posts!

Ciclovia Rio Pinheiros

Parabéns a Sâo Paulo. A cidade ganhou ontem 14km de ciclovia. A Ciclovia Rio Pinheiros foi inaugurada por políticos ontem a partir do meio dia. A comunidade ciclística agradece a realização dessa antiga reinvidicação, desejo, para ser mais preciso.
Mais uma ciclovia é bom, essencial, diria, mas devemos manter nossos olhos abertos e o senso crítico apurado. A Ciclovia Rio Pinheiros possui em toda a sua extensão apenas dois acessos, um em cada extremidade. Isso impede a sua utilização por quem precisa desse equipamento para se deslocar ao trabalho ou à escola, por exemplo. Imaginem o caso hipotético de um trabalhador que mora no Brooklin e trabalha na Av. Juscelino Kubitscheck. O trecho de ciclovia da ponte estaiada até a Estação Vila Olímpia (extremidade da Ciclovia)possui cerca de 2,5km. No entanto se esse trabalhador optasse por usar a ciclovia, a distância a ser percorrida seria de aproximadamente 21km!
Outro ponto a apontar é a questão da iluminação da via, que atualmente é inexistente. Por conta disso seu horário de funcionamento está restrito das 6 às 18hs.
Precisamos aplaudir e apoiar a criação da ciclovia, mas devemos cobrar pelos acessos e pela iluminação, bem como seu prolongamento, já prometido pelo Governador de São Paulo, até o Parque Vila Lobos.
Sem esses acessos essa obra se restringe ao lazer, o que é muito importante, porém, esse equipamento tem condições de oferecer muito mais que isso para que possa ter o nome próprio de Ciclovia Rio Pinheiros.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Fim de semana da Bicicleta!

Fim de semana agitado para a turma da bike! Sábado e domingo vai rolar no Parque das Bicicletas o festival Ciclo BR, que vai lanças o Instituto Ciclo BR comercialmente. O festival terá competições e a presença de personalidades ilustres do mundo da bicicleta. Mais informações no site www.ciclobr.com.br.
Sábado, às 12h está prevista também a inauguração da ciclovia da Marginal Pinheiros, apelidada por enquanto de Ciclovia Rio Pinheiros. A inauguração propriamente dita irá ocorrer junto à estação Vila Olímpia da CPTM, uma das duas únicas entradas/saídas da ciclovia. A outra (entrada/saída) localiza-se 14km distante dessa em direção ao sul.
Vale a pena irmos prestigiar ambos os eventos. É importante. Apenas em grande quantidade mostraremos para todos que há uma enorme demanda reprimida para equipamentos, ações, iniciativas e apoio aos ciclistas urbanos. Vamos marcar presença e mais uma vez tentar abrir os olhos dos nossos dirigentes. Veja como chegar ao ponto de inauguração da Ciclovia Rio Pinheiros copiando e colando no seu browser o link a seguir: http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=pt-BR&msa=0&ll=-23.594273,-46.691911&spn=0.002782,0.005681&z=18&msid=114530302883945074592.000480864a8a7e644ffef

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Metrô: bom e ridículo

Tentei fazer uma sugestão para a melhoria do transporte de bicicletas nas estações do metrô. Enviei um e-mail para um endereço eletrônico dado a mim domingo passado por um funcionário muito solícito da nova estação Sacomã. Esse endereço seria um endereço para sugestões, dúvidas, reclamações e é esse: servic@metrosp.com.br. A mensagem retornou informando o seguinte:

Senhor(a)
Comunicamos aos nossos usuários que, desde de 29/12/2009, nossa conta de
email (SERVIC) está desativada.

Por favor, envie novamente sua manifestação
por meio do link abaixo:

http://www.metro.sp.gov.br/app/atendimento/ocorrencia.asp

Companhia do
Metropolitano de São Paulo - Metrô -SP

O referido link direciona para uma página tosca, na qual para se enviar uma simples mensagem é necessário fazer um extenso cadastro. As mensagens enviadas devem obrigatoriamente ser incluídas sob um assunto e - adivinhem - não há espaço para se falar sobre as bicicletas, nem ao mesmo uma opção "outros". Como se tudo isso não bastasse a mensagem é limitada a 300 caracteres, o que é muito pouco.
Concluo, então, que: ou o metrô acredita ter o melhor serviço de trens do planeta e não precisa de/não quer ajuda ou sugestão de ninguém ou o oposto: que o serviço é tão ruim e há tanta reclamação que é realmente melhor ignorá-las e restringir o diálogo com a população, aliás uma prática muito difundida por diversos tipos de serviços aqui em nosso país.

Segue na íntegra a mensagem que intencionava enviar e que teve de ser esquartejada para atender à estúpida regra do site do Metrô de São Paulo.

Prezados Srs.:

sou usuário eventual do Metrô. No último domingo utilizei a nova estação Sacomã e fiquei surpreso com sua beleza e tecnologia aliada à segurança. Surpreendeu-me também a cordialidade dos funcionários, o que não necessariamente presencio em outras estações.
Geralmente utilizo o metrô com minha bicicleta. Assim, na condição de ciclista/passageiro gostaria de fazer algumas sugestões para que as estações passem a ser um local ainda mais harmônico para todos: funcionários, passageiros e ciclistas/passageiros.
A primeira sugestão é sobre o transporte das bicicletas dentro das estações. Não podemos transportá-las nas escadas rolantes, acredito que por motivos de segurança. Não entendo, porém, o porquê da proibição do transporte das bicicletas nos elevadores, uma vez que são seguros e não são tão utilizados assim a ponto de um ciclista/passageiro "atrapalhar" os demais passageiros, ainda mais nos horários permitidos para o transporte das bicicletas nos trens. Gostaria de saber o motivo dessa restrição. Ainda assim, se o uso do elevador realmente é inviável, resta-nos o transporte das bicicletas pelas escadas fixas, o que dificulta muito (para não dizer que pode impedir) o deslocamento do ciclista/passageiro pelas estações, além de comprometer a segurança do próprio ciclista/passageiro bem como dos demais passageiros. Uma estação profunda como a Sacomã ou a São Bento exigem um bom preparo físico de quem se propõe a andar de bicicleta pela cidade. Não são todos os ciclistas que gozam de um bom preparo físico.
Para uma utilização mais segura e menos cansativa da bicicleta nas escadas fixas gostaria de sugerir que fossem instalados, nas bordas das escadas (ou em uma delas) um trilho, onde se possa encaixar as rodas da bicicleta e deslizá-las, evitando assim ter que carregá-la sobre o ombro ou coisa que o valha. esses trilhos, nada mais seriam que perfis metálicos em forma "U" e poderiam ser fixados sob os corrimões. Disponibilizo-me a auxiliar de maneira presencial numa eventual pesquisa ou prova de funcionalidade.

A segunda sugestão se refere à sinalização. É difícil saber onde é o local correto para o ciclista/passageiro ir e permanecer esperando o trem em cada estação e plataforma. Há apenas a sinalização horizontal na plataforma. Mais de uma vez acessei a plataforma pela escada errada e fui obrigado a cruzá-la toda com a bicicleta em meio a outros passageiros, o que não me pareceu a coisa mais segura do mundo. Assim, se houvesse placas indicativas desde os bloqueios direcionando os ciclistas para utilizarem as escadas que levam mais próximo ao ponto pré determinado de embarque de ciclistas/passageiros no trem da plataforma, novamente evitaríamos transtornos e aumentaria a segurança. Novamente disponibilizo-me a ajudar no que for possível se houver necessidade.

Acreditando que estou contribuindo para elevar ainda mais a qualidade do serviço prestado pelo Metrô e ajudando na utilização de todos os passageiros, agradeço a atenção e disponibilizo-me para futuros diálogos e demais auxílios.

Atenciosamente,
Fabio Perillo Samori

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Que calor!

Que calor! Acho que é o que passou pela cabeça (além do sol) de todos os ciclistas ao fim da manhã do domingo, dia do 3° Ciclo (Re)Ativo.
Esse é o lado ruim de começar o passeio mais tarde, mas a medida em que o verão for passando vai ficando mais tranquilo. O ritmo leve e o bate papo ajudaram bastante a driblar o calor.
Quase viramos atores de TV pois no Pacaembu estava ocorrendo a gravação de uma novela numa cena armada simulando uma corrida de bicicletas com arquibancada, linha de partida e tudo mais. A Globo fez a pior negociação de sua existência em não nos deixar participar como figurantes, hehe.
Do mais tudo foi tranquilo. Um pouco decepcionados com a exposição Memória da Cidade: História e Patrimônio de São Paulo, na Caixa Cultural, mas valeu. Estacionamos as bicicletas no bicicletário do metrô e ficamos tranquilos para fazer a visita gratuita.
Aguardem notícias do 4° Passeio Ciclo (Re)Ativo, que acontecerá no penúltimo domingo março. Escolheremos um roteiro bem legal para podermos curtir mais esse dia de pedal.
Boas pedaladas a todos!